Tags “Carnaval” e “Dia das Mulheres” estiveram entre as mais utilizadas no Instagram no primeiro trimestre deste ano

Depois de dois anos sem festa nas ruas, a folia foi o grande destaque do Instagram nos três meses iniciais de 2023. Essa é uma das conclusões da mais recente edição do #MS360FAAP¸ relatório de análise de redes sociais realizado trimestralmente pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD-FAAP) do Centro Universitário FAAP em parceria com a Emplifi.

Entre as hashtags mais usadas nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, a primeira foi #carnaval e a quinta foi #carnaval2023, indicando como o tema foi relevante na volta das atividades presenciais pós-pandemia.

Outro destaque foi o Dia Internacional da Mulher, que na lista das 20 hashtags mais utilizadas aparece em três versões, ocupando a 2ª, 4ª e 11ª colocações, respectivamente: #diainternacionaldamulher, #diadamulher e #diadasmulheres.

“É interessante também notar que as tags “tecnologia” e “sustentabilidade” vêm aparecendo constantemente na lista nos últimos 12 meses, demonstrando o interesse constante nesses assuntos por parte de marcas e influenciadores”, comenta o professor Eric Messa, coordenador do NiMD-FAAP e do curso de Publicidade e Propaganda da FAAP.

Além da alegria causada pelo carnaval, outro achado do estudo está relacionado à constante tentativa das empresas, especialmente varejistas, de incentivar o consumo. Isso pode ser visto, por exemplo, no uso da tag #DiadoConsumidor. Nos primeiros três meses deste ano e no mesmo período do ano passado, ela esteve entre as 20 mais utilizadas do Instagram.

O que o #MS360FAAP também mostra nesta edição é como há uma variação interessante nos formatos de conteúdo mais publicados no Instagram. Entre as marcas, nos três primeiros meses deste ano, a maior parte das postagens foi de fotos, 40,2%. Já entre os criadores de conteúdo, a escolha favorita é pelos reels, que correspondem a 42% dos posts.

De acordo com a análise dos professores da FAAP, esses dados indicam que os influenciadores têm maior facilidade na produção de reels do que as marcas, o que explica a maior incidência desse tipo de post nesta categoria. “Há também a questão de que a entrega melhor dos reels pelo algoritmo conduz para mais produção desse tipo de conteúdo”, explica o professor da FAAP, Adriano Cerullo, que também participa da pesquisa.

Facebook

Na outra plataforma da Meta o ponto de destaque foi a queda nas interações de postagens feitas por influenciadores que tiveram impulsionamento (investimento financeiro para alcançar mais público). Nos três primeiros meses de 2023, a mediana de interações nos posts pagos foi de 569. Já no último trimestre do ano passado, esse número era 938. Por outro lado, os posts orgânicos tiveram leve aumento nas interações, saindo de 236 para 247 no primeiro trimestre deste ano.

O grupo de pesquisadores da FAAP indica as possíveis causas para essa redução das interações:

1) A diminuição das verbas das marcas, que auxiliam no impulsionamento, na comparação com o trimestre anterior em que havia diversas datas comemorativas que foram utilizadas pelas empresas em suas divulgações;

2) Por conta de fenômenos como a “Cultura do Cancelamento” e da “Desinfluência”, os influenciadores estão mais criteriosos no aceite de parcerias propostas por marcas;

3) Há uma busca dos seguidores por conteúdos que pareçam mais reais e menos “publi”.