Por meio da iniciativa, a comunidade de Vila Mamorana inicia a criação de abelhas sem ferrão, nativas da floresta amazônica para produção de mel, gerando oportunidade adicional de renda sustentável para as famílias da região, composta majoritariamente por mulheres pretas e pardas.

A Dow, em colaboração com o Instituto Peabiru, expande o escopo do Projeto Ybá: Conservação que transforma, criado para promover desenvolvimento socioeconômico às comunidades do entorno de sua fábrica em Breu Branco, no Pará.

Por meio da meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão), a intenção é que a comunidade de Vila Mamorana tenha rendimentos alternativos sustentáveis entre as safras da Andiroba.

O bioextrativismo e agora a meliponicultura são eixos do Projeto Ybá, implementado na região e que impactam diretamente famílias lideradas majoritariamente por mulheres pretas e pardas da região.

Para a produção inicial, foram instaladas 50 caixas de abelhas com colmeias, que tem potencial de produzir 50 quilos de mel até dezembro de 2023. Caso a comunidade opte por duplicar o número de colmeias, a produção de mel pode ser de 100 quilos até o final de 2024.

“Com essa iniciativa, queremos colaborar para o desenvolvimento social da comunidade, por meio da produção de mel, a fim de incrementar a renda dessas famílias, sem deixar de lado a conservação da Floresta Amazônica”, explica Ana Carolina Felix, diretora de Sustentabilidade da do negócio de Consumer Solutions para Américas da Dow.

O apoio às ações realizadas junto à comunidade da Vila Mamorana também inclui a criação de um viveiro demonstrativo de espécies arbóreas que, além de aumentar a segurança alimentar dessas famílias, são atraentes para as espécies de abelhas locais.

São elas as responsáveis pela polinização de 70% dos principais cultivos florestais da região, como as bagas de açaí e cacau. Além disso, a iniciativa inclui formação sobre biologia, comportamento e criação de abelhas, educação ambiental e habilidades empreendedoras às mulheres participantes do projeto.

Para essa fase, a Dow disponibilizou, por meio do Fundo global ALL IN ERG (criado para apoiar projetos de cidadania corporativa voltado à inclusão de minorias), 35 mil dólares, cerca de R$180 mil reais, para viabilizar este projeto em parceria com Instituto Peabiru. Esse valor foi um complemento ao investimento de mais de R$ 1 milhão já realizado na primeira fase do Projeto Ybá.

Parcerias estratégicas e colaborativas

Para realizar este projeto, a Dow conta com o apoio do Instituto Peabiru, responsável por apoiar as mulheres da comunidade Vila Mamorana a trabalhar na produção e comercialização do mel de abelhas sem ferrão.

O Peabiru é uma referência no trabalho com projetos sociais e ambientais no Pará e na Floresta Amazônica. A ONG, fundada em 1998, tem, desde 2006, um dos mais abrangentes programas de abelhas nativas da Amazônia brasileira.

“A colaboração do Peabiru é essencial para viabilizar projetos inclusivos como da criação de abelhas nativas da Floresta Amazônica, que vai dar possibilidade, não só de sobrevivência, mas, também, para o desenvolvimento econômico dessas famílias e, consequentemente, da região, podendo servir de inspiração pra outras empresas atuantes em localidades próximas”, destaca João Meirelles, Diretor do Instituto Peabiru.