A humanidade vem refletindo sobre modos de vida e formas de continuar existindo, projetando futuros a partir da ancestralidade, criando possibilidades de resistência e adaptação. Com isso em mente e sob o tema “Condições de Existência”, a Bienal de Arte Digital retorna – após um hiato de 4 anos devido à pandemia da Covid-19 – com obras de mais de 60 artistas nacionais e estrangeiros

Até 22 de janeiro de 2023, o Oi Futuro no Rio de Janeiro recebe instalações, obras de arte visuais digitais, narrativas em audiovisual e uma diversidade de trabalhos de diferentes linguagens que analisam, tecem críticas e lançam novas perspectivas relacionadas ao tema desta edição. Até o final do evento, outras atividades como simpósios, performances, oficinas e exibição de filmes integram a programação.

As obras dos mais de 60 artistas ocuparão os quatro andares do centro cultural, um número bem maior do que da edição passada, incluídos também os 16 bolsistas do Comunidade UX, projeto da Bienal realizado em janeiro último que reuniu talentos das periferias. Entre consagrados e iniciantes estão artistas do Brasil, Alemanha, França, Espanha e Chile.

Grilo dos Sonhos

Formada por pequenos “grilos falantes” feitos de metal e por um curta-metragem, a instalação O Grilo dos Sonhos, presente na Bienal de Arte Digital, no Oi Futuro, no Flamengo, aborda as consequências das mudanças climáticas e a extinção dos insetos em nosso planeta.

O trabalho com o curta ficcional e os grilos-falantes fica exposto no pátio externo do centro cultural entre 17h e 20h. Em caso de chuva, a produção audiovisual é projetada sendo possível conhecer a história.

O patrocínio da Bienal de Arte Digital é da Oi, com incentivo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A correalização é do Oi Futuro. A entrada é gratuita.

Criada pelo artista sonoro e engenheiro de som francês Felix Blume, a instalação sonora surgiu de uma oficina com crianças chilenas, que aprenderam sobre os hábitos dos grilos e confeccionaram 40 deles, com metal.

O curta-metragem com legendas em português, utiliza os mesmos dispositivos sonoros para narrar uma fábula: frente à extinção desses insetos, um grupo de cientistas inventa grilos eletrônicos para perpetuar seus cantos e embalar nossos sonhos.

O projeto explora o canto dos grilos, conciliando arte e ciências para refletir sobre as consequências das mudanças climáticas no mundo.

Félix Blume trabalha e vive entre o México, o Brasil e a França. Ele usa o som como matéria prima em peças sonoras, vídeos, ações e instalações.

Seu processo é frequentemente colaborativo e seu trabalho envolve os sons de diferentes seres e espécies, desde o zumbido de uma abelha, os passos de uma tartaruga ou o canto dos grilos, além de diálogos humanos com contextos naturais e urbanos. Está interessado na interpretação contemporânea dos mitos e no que as vozes podem dizer além das palavras.

Já participou de festivais, exposições internacionais em instituições como o Museu Reina Sofía, na Espanha, o Centre Pompidou, na França e a Fonoteca Nacional México, no México.

Suas obras fazem parte de coleções do Centre National des Arts Plastiques, na França, do Campus da Universidade Autônoma do México, do Instituto Nacional de Belas Artes, no México, entre outros.

SERVIÇO

2ª Bienal de Arte Digital do Festival de Artes Digital

Até 22 de janeiro de 2023

Centro Cultural Oi Futuro –

Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Telefone: (21) 3131-3060

Dias e horários de funcionamento: Quarta a domingo das 11h às 20h