Fisioterapeuta e Diretor Clínico do ITC Vertebral Guarulhos, Bernardo Sampaio, explica mais sobre o assunto e explica o por que você precisa ficar em alerta.
As bandeiras vermelhas são sinais de alerta identificados em exames físicos, por exemplo, que levantam a suspeita de condições potencialmente graves, existem certos sinais e sintomas que quando observados no exame ou até na história do paciente, alertam os profissionais da área para o fato de que algo pode não estar certo.
Por tanto é muito importante ficar alerta, segundo o fisioterapeuta, já que as bandeiras podem indicar uma possível patologia grave, como condições inflamatórias, problemas circulatórios, tumores, entre outros. Essas são divididas em sistemas de classificação, temos a vermelha, amarela, laranja, azul, entre outras,
“Se houver suspeita de uma bandeira vermelha, é preciso que tenha uma investigação adicional urgente, mudanças no tratamento e ter acompanhamento de um fisioterapeuta ou encaminhamento para o médico especialista. Existem sinais clínicos que condizem com a queixa do paciente e outros que não possuem nenhuma relação. Por exemplo, pacientes que chegam até a clínica com febre e reclamam de uma dor nas costas. Fique de olho Dor nas costas não dá febre, isso pode ser, por exemplo, uma infecção”, alerta Bernardo Sampaio.
Além dos exames clínicos já mencionados, que ajudam a decifrar as bandeiras, o fisioterapeuta explica que exame de imagem, como raio x e tomografia, são ótimos nesse caso também, esses são chamados de exames complementares, e são muito importantes para que a avaliação do paciente seja a mais correta possível.
Para dar um exemplo mais claro sobre essa classificação, Bernardo traz a seguinte situação “A hérnia de disco na coluna lombar é sempre uma bandeira vermelha? Não, a hérnia de disco nem sempre é grave, apenas de 3% a 5% podem apresentar sinais e sintomas de patologia grave. O que pode ser uma patologia grave então? Uma fratura, por exemplo, que durante o exame clinico o paciente será questionado sobre possíveis fatores de risco que possam ter ocorrido para desconfiarmos dessa condição. Sempre digo, conversar com o paciente é muito importante, ajuda a entender alguns pontos do caso sem nem tocar no paciente. ”, conclui o fisioterapeuta Bernardo Sampaio.
